Uso dos adjuvantes aumentam produtividade nas lavouras

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Um dos grandes desafios de um produtor agrícola é cuidar corretamente da lavoura para obter uma colheita de qualidade. Para isso, é importante que haja um investimento em produtos para nutrição de plantas, controle de pragas e adjuvantes.

 

Para quem deseja sucesso no agronegócio é importante estar atento. Desta forma, os adjuvantes são substâncias que auxiliam no controle fitossanitário das lavouras. Com as plantas protegidas, a produtividade aumenta e, com ela, a rentabilidade. Do latim adjuvare, adjuvante significa ajuda. Ele funciona como auxiliador ou modificador dos agroquímicos da mistura.

 

O Supervisor de Pesquisa e Desenvolvimento da Arxada, Márcio Bezerra explica que os adjuvantes agrícolas são produtos usados para melhorar as condições de aplicações, controlar a deriva ou potencializar a ação de defensivos químicos, biológicos e alguns fertilizantes. “Eles não possuem ação agronômica específica como, por exemplo, os herbicidas, inseticidas, e fungicidas, mas são auxiliadores”, destaca.

 

Na ARXADA, os adjuvantes agrícolas recebem uma divisão: os Condicionadores de Calda, que conta com a subdivisão do Antideriva, e os Potencializadores.

 

Por que adicionar um adjuvante em uma calda de pulverização?

 

De acordo com Bezerra, normalmente, o produtor ou o gerente da fazenda, reconhece os benefícios da aplicação do adjuvante no tanque de pulverização porque a própria empresa detentora do produto ou mesmo do defensivo, repassa essa informação para o agricultor. “Ou seja, na prática, é interessante ter um condicionador ou potencializador de mistura para melhorar essa ação dentro do tanque”.

 

Além disso, outro motivo é o de reduzir perdas ou danos causados por deriva, já que se o ativo não atingir o alvo pretendido, o agricultor pode ter prejuízos. Ou, ainda, se a substância ou o ativo cair ou ser direcionado para uma outra cultura, que não a cultura alvo, há a possibilidade de danos para esse outro cultivo. 

 

“Por isso a importância do adjuvante Antideriva, cuja ação principal é observada no ar. É no momento da pulverização que o Antideriva tem sua ação bem evidenciada e específica”, pontua Bezerra.

 

Desta forma, os adjuvantes têm suas ações no tanque de mistura (condicionadores), durante a pulverização, que é no ar, com o adjuvante Antideriva e, finalmente, os Potencializadores para agir no alvo biológico ou na cultura, potencializando a ação dos ingredientes ativos. Sendo assim, a combinação de Condicionadores e Potencializadores melhora a própria aplicação em si, fazendo com que os ingredientes ativos possam ter condições adequadas e ideais para agir e ter uma eficácia garantida.

 

Para o especialista, os adjuvantes são, sobretudo, aliados dos agricultores para garantir todo o investimento feito em tecnologia de defensivo agrícola. “O herbicida, por exemplo, tem sim a sua função, porém ele conta também com um apoio do adjuvante para que ele chegue, de fato, no alvo biológico. Válido reforçar que a questão da funcionalidade de um defensivo não está comprometida pela ação do adjuvante, mas esse produto vai garantir condições, para que o defensivo chegue no alvo biológico de uma maneira mais rápida e mais segura”, assegura o supervisor.

 

 

Condicionadores de Calda

 

Os Condicionadores de Calda são usados para melhorar as propriedades e/ou manter a integridade da solução de pulverização. A composição destes adjuvantes é direcionada para se obter, especificamente, a determinada função pretendida.

 

Por exemplo, redutores de PH, possuem como componente principal os ácidos que irão agir para fazer essa redução. Um redutor de espuma, que impede a espumação no tanque de pulverização, terá como principal componente, um antiespumante. Já os compatibilizantes de calda tem uma dependência do que se quer compatibilizar. Por exemplo, “se temos um adjuvante desenvolvido para melhorar compatibilidade de Manganês com Glifosato, ele vai conter na sua fórmula, ingredientes que vão proporcionar essa compatibilidade”, cita o supervisor.

 

“Temos também outros produtos como os polímeros de revestimento, corantes e ou pigmentos, que são muito utilizados no tratamento de sementes. Os dispersantes, são produtos também que ajudam na homogeneidade da calda de pulverização dentro do tanque ou, ainda, os quelatilizantes e os tamponantes. Ou seja, o adjuvante é uma importante ferramenta dentro do manejo de controle de pragas e doenças e da nutrição foliar”, esclarece Bezerra.

 

 

Adjuvante Antideriva

 

Dentro da subdivisão dos Condicionadores de Calda, a ARXADA trabalha com o conceito do adjuvante Antideriva. Ele também é um condicionador de calda, porém sua ação fica evidenciada durante a pulverização.

 

“É preciso lembrar que a pulverização ocorre por via terrestre e aérea. No caso de aplicação aérea existem as modalidades por avião e hoje, tem-se outro tipo de pulverização que já é uma realidade, que é através drone”, afirma Bezerra. Desta forma, os produtos Antideriva são dedicados para aplicação tanto terrestre como aérea – por avião ou drone.

 

Importante ressaltar os parâmetros de controle de espectro de gotas trabalhados nessa formulação. “É essencial pensar neles. Já que temos várias aplicações diferentes, temos que pensar que são produtos diferentes”, avalia o Diretor de Negócios da WM, Renan Ruocco.

 

Para Ruocco, conhecer os parâmetros é importante. “Porque é essencial conhecer o adjuvante, para que ele consiga cumprir o seu papel nos diferentes tipos de aplicação, onde há uma incidência maior de vento, ou pela manhã, que o sol está mais brando, ou no período da tarde com a incidência de sol muito maior. São questões que interferem nas ações do adjuvante Antideriva. Então, esses parâmetros são realmente fundamentais”.

 

  1. Parâmetro de Controle do Espectro de Gotas

 

No adjuvante Antideriva, o principal fator é o espectro de gotas, ou seja, como essa gota se comporta no momento em que ela sai do bico de pulverização. O produto deixa de ser uma solução e passa a ser uma dispersão coloidal que vai percorrer o caminho do bico de pulverização até o alvo.

 

Desta forma, é preciso conhecer o Diâmetro Mediano Volumétrico (DMV) dessa aplicação.

Quanto maior o DMV, menor potencial de deriva tem a solução de aplicação. E tem o outro lado, quanto menor esse DMV, mais capacidade de cobertura de pulverização se tem. “Por isso, é muito importante equalizar esse parâmetro, para não perder cobertura e nem a solução de aplicação. Desta forma, é importante fazer o ajuste desse parâmetro na formulação. E, para fazer isso, é preciso, em primeiro lugar, acessar esses componentes que vão trazer essas características, ajustando as suas respectivas concentrações e, além dos ensaios de campo, de provas de conceito para entender se esse produto chegou naquela característica desejada”, informa Bezerra.

 

  1. Parâmetro do Potencial Volumétrico de Gotas Aplicadas

 

Existe um outro parâmetro chamado de Potencial Volumétrico de Gotas Aplicadas que são menores de 150 micras. São gotas com alto potencial de deriva, sobretudo em aplicações aéreas. Chega-se a esse valor por meio do tamanho médio de partícula para entender a distribuição delas. 

 

  1. Parâmetro de Amplitude Relativa

 

Outro parâmetro é Amplitude Relativa que está diretamente relacionada com a homogeneidade de gotas. Muitas vezes pega-se a média de distribuição de gotas que pode estar boa, mas quando se analisa a homogeneidade, tem-se uma distribuição muito heterogênea, com gotas muito grandes e outras muito pequenas, o que não é bom para a pulverização. “O ideal é ter mais uniformidade no quesito tamanho de gota na aplicação. Para isso, é preciso sair do laboratório e desenvolver protótipos por meio dos ensaios de campo. Outro experimento que precisa validar esse adjuvante Antideriva é o ensaio em túnel de vento que simula as condições de aplicação. Com esse equipamento é avaliado o índice de deriva, capaz de mensurar notas para essa aplicação”, informa Bezerra.

 

Adjuvantes Potencializadores

 

Os adjuvantes potencializadores são produtos usados para melhorar o desempenho agronômico dos defensivos agrícolas e fertilizantes quando a calda de pulverização atinge o alvo. Existe uma subclassificação deles, que podem ser penetrantes, bioativadores, protetores, safeners, agentes de adesão e espalhantes.

 

Uma formulação de defensivo tem seus componentes balanceados para condicionar e estabilizar a fórmula, porém, nem sempre se tem espaço para incluir produtos potencializadores do ingrediente ativo. Sendo assim, é necessária a utilização do adjuvante que atua na potencialização da entrega final do ativo diretamente no alvo biológico.

 

Potencializadores Penetrantes

 

Na classe dos penetrantes, são produtos que contribuem no transporte de ingrediente ativo da superfície da folha para dentro da planta.

 

“Alguns parâmetros de controle que precisamos levar em consideração são: o ajuste do efeito penetrante para não provocar fitoxicidade na planta. Dessa forma, a relação componentes da fórmula versus dose no campo é essencial. É preciso fazer os testes de laboratório e ajustar bem essa dose de campo para que se tenha a penetração sem ocasionar dano à planta e, logicamente, esse penetrante não pode interferir negativamente na solução da aplicação. Não deve causar nenhuma incompatibilidade com a pulverização”, informa o especialista.

 

São produtos que requerem doses por hectare e também requerem mais investimentos em P&D (Pesquisa & Desenvolvimento).

 

Potencializadores Espalhantes

 

Os potencializadores espalhantes contribuem significativamente na distribuição da gota depositada sobre superfícies. Essa ação se deve, quase que 100%, ao sistema de tensoativos empregado na formulação. A sua dose está relacionada ao volume de calda, exatamente pelo comportamento dos surfactantes em solução aquosa.

 

“Em geral, os potencializadores estão associados a outras funções de condicionadores como por exemplo o Potencializador-Antideriva, Espalhante-redutor de PH, Penetrante-bioativador. Essa mescla de funções gera um adjuvante multifuncional.”, esclarece Bezerra

 

“Trabalhamos com uma equação dos adjuvantes. Para que ela dê certo, que funcione e proporcione máxima eficácia é preciso garantir condições adequadas e potencialização. As duas variáveis dessa equação são: condicionar e potencializar”, explica Bezerra.

 

 

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