Indução de resistência em plantas cultivadas

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Informativo Técnico - Maio/2021

O que é indução de resistência?

Em diferentes cultivos agrícolas, vários são os fatores que podem causar a perda da produção, entre eles pragas, doenças, condições climáticas e tratos culturais. O manejo de doenças integra múltiplas estratégias, como presença de palha na superfície do solo, densidade de plantio, resistência genética, controle biológico e rotação de culturas. Como alternativa ao controle de doenças de plantas, pode-se induzir resistência, cujo objetivo é prevenir ou retardar a entrada e subsequente atividade dos patógenos no tecido foliar (Zanatta, 2019). Considerando a integração de vários métodos que visam adaptar ao mínimo possível as condições de cultivo às condições ideais para o desenvolvimento de doenças, o planejamento de estratégias de controle é fundamental para o sucesso do manejo. Como a maioria das práticas utilizadas no manejo de doenças não atendem ao controle e à relação custo-benefício desejados, empresas e instituições do setor agrícola estão empenhadas em encontrar outras formas de combate as doenças sem reduzir a produtividade e aumentar os custos de produção. Neste contexto, a indução de resistência surge como ferramenta que pode contribuir com o maior controle de diferentes doenças, através da aplicação de substâncias bióticas e abióticas capazes de ativar os mecanismos de defesa vegetal, consequentemente, deixando a planta sinalizada para uma futura infecção. A indução de resistência em plantas pode ser definida como um método dinâmico baseado na produção de barreiras físicas e/ou químicas estimuladas pela aplicação de uma substância indutora (Bonaldo et al., 2005). É um estado fisiológico de “aumento da capacidade de defesa” elicitado por um estímulo ambiental específico, quando as defesas da planta são potencializadas contra a chegada de um patógeno (Van Lonn, 1997). O aumento da resistência pode ser eficaz em uma ampla faixa de patógenos e parasitas, incluindo fungos, bactérias, vírus, nematóides e até mesmo insetos herbívoros (Kessler; Baldwin, 2002). Dentre os produtos que proporcionam a indução ou potencialização da defesa vegetal estão: acybenzolar-S-metil (ASM), o ácido b-aminobutírico (BABA), o probenazol, organismos benéficos (agentes de controle biológico, rizobactérias, micorrizas promotoras de crescimento, extratos de algas e os fosfitos, principais agentes capazes de induzir resistência em plantas.

Fosfitos no controle de doenças de plantas

Os fosfitos são sais inorgânicos resultantes da reação de uma base forte (hidróxidos de cálcio, potássio, etc.) com o ácido fosforoso (H2PO3). O resultado da reação é chamado de fosfito. Estes produtos atuam no patossistema por nutrição e ativação dos mecanismos de resistência latentes das plantas (fitoalexinas, quitinases e glucanases) ou por toxidez direta ao fungo (Dalio et al., 2012). Entretanto, a nutrição é realizada apenas no nutriente que acompanha o íon fosfito, visto que a planta não assimila essa fonte de fósforo, em detrimento do fosfato (Ratjen & Gerendás, 2009). Além disso, os fosfitos podem ser translocados na planta via xilema e floema e, devido à translocação descendente, têm sido largamente utilizados no manejo de patógenos radiculares (Groves et al., 2014). A aplicação de produtos à base de fosfito tem proporcionado resultados importantes na proteção de videiras (Pereira et al., 2009), batata (Lobato et al., 2008) e soja (Silva et al., 2011).

Vigrow Defense: o indutor com tecnologia Lonza Agro

Na fase de desenvolvimento das culturas, as plantas ficam expostas, estando suscetíveis às doenças e ao clima, que podem, individual ou conjuntamente, afetar o desempenho produtivo. Para garantir a eficiência, os agricultores empenham-se em proteger sua produção ao máximo possível, para garantir o sucesso na colheita. Com o objetivo de auxiliar os agricultores a aumentar a resistência das plantas e minimizar impactos, a Lonza Agro, empresa Suíça, especializada em soluções agronômicas traz para o mercado o seu mais novo indutor de resistência e ativador do metabolismo vegetal. Vigrow Defense é um indutor de resistência a base de Fosfito de Cobre e aminoácidos, que possui alta tecnologia de potencialização da defesa vegetal, com fórmula exclusiva desenvolvida pela Lonza Agro. O Vigrow Defense auxilia os mecanismos de defesa vegetal, promovendo a produção de fitoalexinas e enzimas como quitinases e glucanases que atuam degradando a parede celular dos fungos. O Vigrow Defense por conter aminoácidos, maximiza o desenvolvimento da planta com participação nos processos metabólicos, aumenta a absorção e distribuição de nutrientes, potencializa o metabolismo vegetal, favorece a cultura a permanecer fisiologicamente ativa e otimiza os processos de tolerância a estresses. A utilização do Vigrow Defense associada a um programa de manejo, pode contribuir com a redução no avanço de diferentes doenças, proporcionando para a planta condições onde sua resistência será maximizada.

 

Referências bibliográficas
BONALDO, S. M; PASCHOLATI, S. F; ROMEIRO, R. S. Indução de resistência: noções básicas e perspectivas. In: CAVALCANTI, L. S.; DI PIERO, R. M.; CIA, P.; PASCHOLATI, S. F.; RESENDE, M. L. V.; ROMEIRO, R. S. (Eds.). Indução de Resistência em plantas a patógenos e insetos. Piracicaba: FEALQ, 2005. p. 11-28.
DALIO, R. J. D.; RIBEIRO JUNIOR, P. M.; RESENDE, M. L. V.; SILV, A. C.; BLUMER, S.; PEREIRA, V. F.; OSSWALD, W.; PASCHOLATI, S. F. O triplo modo de ação dos fosfitos em plantas.. In: Wilmar CL.u z. (Org.). Revisão Anual de Patologia de Plantas, v. 20, p.206-242, 2012.
GROVES, E.; HOWARD, K..; HARDY, G.; BURGESS, T. Role os salycilic acid in phosphite-induced protection agains oomycetes; a Phytophthora cinnamomi – Luppinus augustifolius model system. European Journal of Plant Pathology, v. 141, p. 559-569, 2014.
LOBATO, M. C.; OLIVIERI, F. P.; GONZÁLEZ ALTAMIRANDA, E. A.; WOLSKI, E. A.; DALEO, G. R.; CALDIZ, D. O.; ANDREU, A. B. Phosphite compounds reduce disease severity in potato seed tubers and foliage. European Journal of Plant Pathology, v. 122, p. 349-358, 2008.
KESSLER, A.; BALDWUIN, I. T. Plant responses to insect herbivory: the emerging molecular analyses. Annual Treview of Plant Biology, Palo Alto, v. 53, p. 229-328, 2002.
PEREIRA, C. E.; OLIVEIRA, J. A.; ROSA, M. C. M.; OLIVEIRA, G. E.; NETO, J. C. Tratamento fungicida de sementes de soja inoculadas com Colletotrichum truncatum. Ciência Rural, v. 39, n. 9, p. 2390-2395, 2009.
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VAN LOON, L. C. Induced resistence in plus the role of pathogenesis-related proteins. European Journal of Plant Pathology, Dordrecht, v. 103, n. 9, p. 753-765, 1997.
ZANATTA, T. P. Indutores de resistência no controle de doenças. Revista cultivar. Santa Maria: Revista Cultivar, 2019. https://maissoja.com.br/indutores-de-resistencia-no-controle-de- doencas/.